quinta-feira, março 28, 2013


Estados fracos e o terrorismo


            A política contemporânea dos Estados Unidos se baseia em combater o terrorismo que, segundo os mesmos, decorre da existência de países fracos ou falidos. O conceito de país fraco gira em torno da ideia de que caso não haja um governo estável a frente de um país democratico e liberal haverá brechas para que situaçõess instaveis como o terrorismo surjam e afetem de forma negativa as relações internacionais. Os motivos que levam um Estado a se tornar fraco ou falido são muito variados, como por exemplo sua posição geográfica, física, sua origem histórica ou as decisões políticas de seus governos. A atual política internacional na agenda estadunidence nasceu após o atentado de 11 de setembro de 2001. Desde então a atenção do governo Bush se voltou para o Iraque que se encaixaria no conceito de país fraco ou falido e, além disso, possuiria armas de destruicao em massa(ADM). Situação essa que vem causando posicionamentos divergentes dos atores internacionais, inclusive aqueles participantes do conselho de seguranca com poder de veto e que, como coloca Francis Fukuyama.


 ‘’As formas tradicionais de intimação ou contenção não funcionam contra este tipo de agente não–estatal, e assim as questões de segurança exigem busca dentro de Estados e mudanças em seus regimes para evitar o surgimento de futuras ameaças’’.


Os Estados Unidos, após o 11 de setembro, se dizendo legítimos para isto, assumiram a posição de defensor da comunidade internacional, combatendo o problema que é a existência de grupos terroristas nos já mencionados Estados falidos, visando impor a democracia liberal e livrar–los dos fundametalistas terroristas. Essa intervenção estadunidense tem por objetivo mediato tranformar um Estado fraco em um Estado forte, mas para tanto deverá seguir e colocar em prática a postulação das três fases de construção de uma nação forte. A primeira fase consiste em reconstruir o país após os conflitos violentos que foram necessários para a derrubada do governo ineficiente ou mesmo ausente. Nessa fase o papel das potêcias interventoras é de dar provisão a curto prazo de questões essenciais à vida em sociedade, como por exemplo segurança pública, ajuda humanitária, ajuda técnica para restauração dos sistemas de água, luz, telecomunicações, bancos, e outros. Atingido o objetivo dessa primeira fase, surge a segunda fase que pode ser resumida em criar instituições estatais que possuam sustentabilidade, ou seja, após cessada a permanencia das forças estrangeiras, essa própria organização institucional estatal terá capacidade se manter em sua qualidade de figura institucional com poder estatal. A terceira fase, por tanto é uma continuação da segunda, com maior autonomia na gestão do país e organização do poder, aumentando a autonomia do país em sua própria administração.

            A temática desse texto abrange todo o debate atual sobre a legitimidade da intervenção norte americana na região do oriente médio, inclusive no mérito da eficiência da invasão e das alegações que embasaram a mesma. Existe hoje uma corrente que é contrária à posição que os EUA tomaram acerca dessa questão teorrista. Essa posição contrária segue o pensamento de Fukuyama que concorda, como se evidencia no trecho anteriormente citado, que a maneira de lidar com esse inimigo (terrorismo) não é convencional, portanto já aponta o motivo da ineficiência da intervenção; acrescentando á essa discussão o fato de não terem sido encontradas armas de distruição em massa, uma das motivações da invasão na região. Quanto mais tempo dura essa guerra mais se fortalecem os questionamentos: estão vencendo a guerra? Onde estão as armas de distruição em massa? O estado pode ser agora considerado forte e está limpo de grupos terroristas? Essas questões cada vez mais se tornam recorentes na análise da política internacional dos Estados Unidos e continuam sem resposta definitiva.

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